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Os jovens "partners" da Starbucks Brasil com o presidente Ricardo Carvalheira (ao centro).

 

O TERCEIRO LUGAR

Equipe montada, casa em ordem, funções estabelecidas. É hora de manter seu time na linha para não haver impedimento. Garantir um grupo forte e conservá-lo é tarefa ainda mais árdua. Silvia Magalhães conta que a média salarial de um barista é de 600 reais, podendo variar para mais ou menos de acordo com a localização e o tamanho da cafeteria. "Alguns lugares pagam os 10%, o que acaba sendo uma forma de incentivo também. Às vezes, eles chegam a ganhar praticamente o dobro do salário com isso", afirma. Para que o café seja economicamente viável, é preciso trabalhar o número de contratados de acordo com o faturamento da casa. O ideal é reservar 30% da receita para a mão-de-obra.

A preocupação em criar um ambiente propício de trabalho e investir na carreira do funcionário dentro da cafeteria é um dos pilares da Starbucks. Para construir e manter uma equipe a companhia americana se apoia no que chama de Experiência Starbucks, baseada em três palavras com a inicial "P": people, place e product (em português: pessoas, lugar e produto). Segundo Ricardo Carvalheira, presidente da Starbucks Brasil, as pessoas são o maior patrimônio de uma empresa. "Esse é um dos nossos segredos aliado a outro pilar de nossa cultura, o café. Essas pessoas, quando entusiasmadas e felizes, por consequência atenderão muito bem a clientela. Isso, em conjunto com a música ambiente e a decoração, faz com que as pessoas se sintam em um terceiro lugar entre o trabalho e a casa", destaca Ricardo.

Nas lojas, os funcionários - ou parceiros, como são chamados - dispõem de graus de carreira dentro da empresa, assim sentem- se motivados e interessados em permanecer na casa, almejando crescer profissionalmente. O programa gratuito tem três fases, sendo Coffee Explorer, Coffee Specialist e Coffee Master, e visa ampliar o conhecimento do funcionário sobre café. "É um treinamento intensivo", brinca a barista Coffee Master de uma das lojas, Stefania Mattos. Nos cursos, que são incentivados pela empresa, são feitas diversas degustações às cegas para desenvolver o paladar, além de laboratório de aromas para reconhecimento e identificação dos diferentes grãos. O treinamento é aprovado pelos parceiros e todos buscam participar, criando uma competição saudável entre eles. Ricardo Carvalheira acrescenta que é preciso dedicar-se e passar nos testes para crescer dentro da Starbucks. "O treinamento é feito no próprio horário de trabalho, eles recebem enquanto estão estudando e acabam levando esse conhecimento para a vida toda, e assim enriquecemos juntos."

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Edição 25 – Setembro / Outubro / Novembro 2009
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