 |
Em sentido horário: minitortinha de limão; minitortinha de camarão; trufa de café com chocolate branco; sopinha fria de aspargos verdes. |
Frios ou quentes, quem dita as regras para o finger food é a ocasião, apesar de alguns chefs preferirem trabalhar com pequenas porções e temperaturas mais amenas. "Todos os finger foods frios engorduram menos e evitam a ocorrência de pequenas queimaduras, como acontece quando um camarão é servido superquente", diz Ravioli.
"Sinto prazer em comer com as mãos, assim sinto melhor
o gosto da porção."
NUMA MORDIDA
Em termos de ingredientes, o céu é o limite para os finger foods. Carnes, peixes, legumes, queijos, pães, geléias, cremes, purês, cogumelos, massa, arroz. "Um dos exemplos é o sushi. O correto na verdade é comê-lo com a mão. Tem um arroz de fácil mordida e é uma verdadeira explosão de sensações para os sentidos", afirma Erick.
Ravioli diz que gosta de trabalhar com pastas e emulsões, além de utilizar os velhos palitos. Já Sandra, com ingredientes para preparar um prato de alta-gastronomia. "Usamos esses produtos para preparar os petits, como ragu de cordeiro, polentas, saladinhas, queijos, legumes, pães, chutneys variados. Mas eu adoro trabalhar com caldinhos, como vichyssoise, cremes e purês. Nesse aspecto, a criatividade não tem limites."
Muitos cogumelos, carnes e peixes. Para o chef do Shimo, estes são seus ingredientes preferidos para trabalhar essa especialidade. "O ceviche consegue ser um ótimo personagem em um finger food", diz ele. Em sua opinião, os legumes também são facilitadores de preparo. "Podemos moldá-los de diversas formas, o que ajuda a viabilizar um preparo mais rápido sem perder o sabor. É um dos ingredientes mais fáceis de serem trabalhados." Os molhos devem ser servidos à parte. "Eles têm que ser mais consistentes, mais fáceis para serem utilizados em um finger food."
Os vegetais em miniatura dão um charme para o finger food. No entanto, alguns cuidados são necessários. "Hoje temos uma gama enorme de vegetais em miniatura, que devem ser frescos e de procedência. Temos que ter a preocupação de servir preparações que possam ser comidas de uma vez só, evitando que o cliente tenha que morder mais de uma vez", explica Sandra.
EM TODOS OS MOMENTOS
Além da criatividade dos chefs, dos ingredientes frescos, da exploração dos aromas e sabores, os finger foods contam com os acessórios como excelentes aliados. Colheres japonesas, bambus, minicaçarolas, minitigelas, copos pequenos, espetinhos de bambu, tacinhas. "Os acessórios ajudam a dar beleza ao finger food e influenciam diretamente na apresentação do prato, além de facilitar seu manuseio", diz Erick. Um pequeno prato, mas com grandes sensações.
O finger food é um tipo de comida que cai bem em qualquer ocasião, inclusive em festas informais, seja para seis ou 600 pessoas. É o que defende Gigi Autran, da Gigi Autran Gastronomia, responsável por preparar os belos quitutes desta matéria. Para a banqueteira, é uma ótima opção para a dona da casa, que pode servir os mesmos tipos durante todo o evento, além de variar em doces, salgados e na finalização, na mesa do café. "Os convidados não precisam esperar para comer o que queiram. E também se chegarem no meio da festa, não perderão nada nem farão feio."
Para ela, a arte do finger food é deliciosa. "Podemos fazer qualquer tipo de comida em formato de finger food." O dono da festa ainda pode ficar mais à vontade. "Não precisa largar o prato para ir conversar com as pessoas. Pode sair com seu copinho ou tigelinha nas mãos."
A variedade é outro aspecto que sopra a favor do finger food. "Você pode fazer carnes, peixes, quiches, cuscuz, bobó de camarão, escondidinho de carne seca, entre muitas outras criações. O importante é que você dá a oportunidade para as pessoas escolherem o que comer, além de ter liberdade para criar e menos preocupação no servir sem conflitar os pratos", diz Gigi.
MODELO KELLY BARCELLOS / ELITE
STILISTA KARINA NUNES
PRODUTOS DOURAL , FUTON & HOME , ROUPA DE MESA E SUXXAR
PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2 | 3