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Praticidade, rapidez, agilidade de preparo, transporte e execução. Na visão do chef Roberto Ravioli estes são os fatores que alavancaram a disseminação do finger food no País. Para Erick, não houve grandes problemas na aceitação do finger food por aqui. "O brasileiro já estava acostumado com a cultura de comer com as mãos. O salgadinho não deixa de ser um finger food. O que acontece é que agora a alta-gastronomia entrou nesse universo, ou seja, trouxe a nobreza da comida para essas pequenas porções."

SEM SEGREDOS
Um finger food começa grande e termina pequeno. E é bastante trabalhoso. Na opinião de Erick, para preparar um pequeno prato é preciso pensá-lo grande. "Quando eu crio um finger food, imagino-o como um prato grande, que envolve montagem, base, apresentação, e depois aplico tudo isso para uma versão menor." A fusão de ingredientes, temperos e sabores segue a regra da alta-gastronomia. "Podemos fazer a mesma mistura de produtos, aromas e sabores como em um prato. O que muda é somente o tamanho da porção."

As referências para compor um finger food rodam o mundo. Vêm das culinárias japonesa, chinesa, italiana, tailandesa, portuguesa. Nesse universo, todos têm espaço para expressar suas propostas em versões menores. Para Ravioli, o grande segredo para mostrar as características de cada gastronomia em um finger food está ligado aos sentidos. "Sutileza, leveza, arquitetura, paladar universal com criatividade, lembranças gustativas. Para o italiano, isso é essencial. Criando um finger food, fico imaginando como seria comer esse prato com as mãos." Saber ao certo o tempo de preparo versus o tempo de consumo é essencial para o sucesso do prato, de acordo com o chef.

Sandra conta que já montou vários pratos de finger food inspirados em comida tailandesa. "A matéria-prima utilizada para esse tipo de prato inspira formas, além de abrir o apetite por suas cores e texturas. A idéia é de que as pessoas comam com os olhos e encham a boca de água desejando degustar aquele finger food. Particularmente, sinto prazer em comer com as mãos, assim sinto melhor o gosto da porção. Cada nova preparação é uma surpresa nesse sentido."

Em sentido horário: pastelzinho de palmito com alho-poró; minicuscuz de camarão; minirravióli com molho de tomate fresco; minis-salsichas com mostarda amarela.

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Edição 25 – Setembro / Outubro / Novembro 2009
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