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| O presidente da DeLonghi do Brasil, João Zangrandi. |
O empresário João Zangrandi, que já representou a Polti (Vaporetto) e a Saeco no Brasil, depois de alavancar os negócios do higienizador e das máquinas de espresso, parte para uma nova empreitada com a também italiana DeLonghi. Presente no País por meio de importadoras, agora a empresa ganha uma subsidiária própria, a DeLonghi do Brasil.
A empresa é a maior fabricante de eletroportáteis da Europa, com foco em climatizadores de ambiente, como ar-condicionado e aquecedor; eletrodomésticos; e as máquinas de espresso DeLonghi e Ariete.
A Espresso conversou com o empresário sobre essa nova fase.
Qual sua expectativa com a DeLonghi do Brasil?
A DeLonghi é hoje a empresa que mais cresce no mundo em comercialização de máquinas de café. Ela tem superado até as nossas expectativas, principalmente porque ela atinge todos os segmentos de máquinas: as manuais e as superautomáticas, além de ser a maior produtora das máquinas Nespresso. Com a presença da DeLonghi no Brasil, a gente espera triplicar o volume de vendas dos produtos que já eram destinados ao mercado nacional. Então eu acredito que neste ano devemos ter um faturamento da ordem de 20 milhões de euros só no setor de máquinas de café.
A empresa pretende focar em algum nicho desse mercado, o de consumo no lar ou fora do lar?
Vamos trabalhar exclusivamente com o consumo doméstico e de pequenas empresas, como pequenos bares, restaurantes e outros estabelecimentos. Não temos ainda um segmento profissional para a DeLonghi.
Qual será a maior concorrência para as máquinas de espresso da DeLonghi?
As grandes concorrências nesse segmento são a Saeco - que possui excelentes produtos -, e a Ariete, que é uma marca do mesmo grupo da DeLonghi.
Qual o principal diferencial das máquinas DeLonghi para o consumidor brasileiro?
A qualidade do produto: ela é uma máquina extremamente silenciosa e com design clean e arrojado. Nós temos até uma máquina que já ganhou prêmios de design na Europa. Vamos trabalhar aqui com 18 modelos diferentes, para café em grão e moído, sachê e cápsula.
Qual sua visão sobre o mercado de café no Brasil?
Os próximos 5 a 10 anos serão de franco crescimento. Devemos dobrar o mercado para máquinas de café a cada ano porque, no meu modo de entender, nós ainda não tocamos o pé desse mercado. Tem ainda muita coisa a se fazer no Brasil. Acredito que esse é o mercado mundial que mais vai crescer em relação às máquinas de café.
Você vê esse crescimento vinculado ao mercado de café de qualidade?
Sem dúvida nenhuma. Os produtores nacionais melhoraram muito a qualidade do café nos últimos anos. A preocupação com a qualidade se tornou maior do que com a quantidade. Se antigamente o café brasileiro era considerado de baixa qualidade, hoje no mundo todo é considerado um dos melhores cafés. Isso faz com que o consumidor brasileiro comece a apreciar o café como faz com o vinho, levando em consideração a acidez, a região em que foi produzido e uma série de outros fatores. Essa cultura faz com que o mercado cresça de uma maneira geral, tanto para o café quanto para as máquinas.
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