Café & Preparos

Aeropress x French Press

Muitas são as invenções ao redor do mundo para melhorar esse momento considerado sagrado para muitos: o preparo do café. Chemex, sifão, aeropress, hario v60, italiana, clever, french press ou até o próprio coador de pano. Cada método resulta em aroma, sabor e corpo diferentes para a mesma bebida.

Aqui destacaremos pontos positivos e negativos de dois métodos de preparo muito queridos: a aeropress e a french press , também chamada de prensa francesa. Ouvimos dois baristas que entendem bem desses procedimentos para esclarecer nossas dúvidas: Leonardo Gonçalves, do Café ao Leu, e o barista do Café Gourmet Santa Mônica, Ewerton Almeida.

Aeropress
Criada em 2005, nos Estados Unidos, a aeropress é uma invenção do fabricante de brinquedor Alan Adler. Isso mesmo, brinquedos. Com 29 cm de altura e pesando cerca de 500 gramas, esse método é composto de sete peças: base, porta-filtro, êmbolo, funil, armazenador de filtro extra, dosador e mexedor.

French Press
Mais antiga, a french press foi criada em 1929 e, acredite, apesar do nome, a invenção é de um designer italiano. Muito popular na Europa e nos Estados Unidos, esse método é bem charmoso e tem funcionamento simples. Composta de um copo cilíndrico, geralmente feito de vidro ou acrílico transparente, ela tem também um êmbolo de metal (ou pistão) e um filtro em sua base.

Preparo

Aeropress
Para um café na aeropress, é preciso ter três coisas: o pó, o filtro próprio e a água quente. Esse método é bem versátil quando se refere à moagem, que pode ir da fina à grossa. O filtro costuma ser o descartável de papel, circular e plano. Existe, porém, uma versão de metal, o able.

French Press
Para fazer um café na french press, são necessários somente água quente e pó de café. Porém, diferentemente da aeropress, esse método não é tão versátil em relação à moagem dos grãos. Indica-se o uso da moagem grossa, cujos grãos podem ser comparados aos do Ovomaltine.

Infusão e extração

Aeropress
É possível fazer a extração de dois modos: invertido e tradicional. O modo invertido impede que o café comece a passar antes da extração, pois a infusão acontece na parte de cima, quando são misturados o pó e a água. Encaixe as duas partes deixando o êmbolo embaixo. Em cima, coloque o pó, a água e misture. Fixe o filtro e vire a aeropress de cabeça para baixo, apoiando-a sobre o recipiente desejado. Agora é a hora da extração! Ao abaixar o êmbolo, a pressão faz o ar empurrar o café contra o filtro, e a bebida sai pronta para o consumo.

No modo tradicional, encaixe o filtro e posicione-o em cima de um recipiente. Coloque o pó de café, a água e mexa. Encaixe o êmbolo e faça pressão para que ocorra a extração. Pronto!

French Press
Para que o café fique quente por mais tempo, escalde o copo cilíndrico. Descarte essa água e comece a infusão adicionando o café e a água do preparo. O barista Ewerton Almeida indica que se mexa a mistura e a deixe descansar por cerca de quatro minutos. Para extrair a bebida, pressione o êmbolo e, com isso, o café pronto para o consumo ficará na parte de cima do filtro. Na parte de baixo, separados, ficam os resíduos.

Tempo de extração

Aeropress
Segundo Leonardo Gonçalves, uma extração mais lenta proporciona uma bebida mais equilibrada. O tempo máximo indicado para a aeropress é de quatro minutos.

French Press
Depois de misturar o café e a água, coloca-se o êmbolo. Com isso, é criada uma pressão que faz com que o processo de extração seja lento naturalmente.

O café

Aeropress
As características impressas na bebida final variam muito de acordo com o café utilizado. A aeropress extrai os óleos essenciais por causa da pressão, apesar de ser necessário o uso de filtro. Sabor, corpo e doçura também são características que podem ser ressaltadas neste método.

French Press
Por causa do filtro de metal, esse método permite que os óleos do café sejam mantidos na bebida, assim como alguns resíduos. Deste modo, ela fica mais turva e encorpada, o que pode agradar ou não a alguns paladares. Além do corpo, a doçura é uma característica ressaltada no café feito na french press.

TEXTO Gabriela Kaneto • FOTO Café Editora

Mercado

Starbucks Reserve Roastery chega a Milão

Em 1983 Howard Schultz, presidente honorário da Starbucks, viajou para Itália e se encantou com a cultura ao redor do café, querendo levar esse clima para sua terra natal. Trinta e cinco anos se passaram até que a rede Starbucks finalmente chegasse ao berço do tradicional café espresso, em um prédio histórico da cidade, com 2.300 metros quadrados.

A Starbucks Reserve Roastery fica no histórico Palazzo delle Poste. O espaço foi criado para que os clientes italianos acompanhem de perto a arte e a ciência do café em um ambiente de tirar o fôlego. Segundo a empresa, o espaço é uma homenagem à cidade de Milão e uma celebração de tudo o que a Starbucks aprendeu sobre café em seus 47 anos de história. “Não vamos vir aqui ensinar aos italianos como fazer café, viemos com humildade e respeito”, comenta Howard.

Kevin Johnson, diretor executivo da Starbucks, conta que a entrada da marca no país foi feita de uma forma ponderada, respeitando a tradição local. “A introdução da nossa marca irá definir o cenário para o desenvolvimento a longo prazo do nosso portfólio principal”, afirma.

Para acompanhar o mercado italiano, a Starbucks investiu não só no produto principal, que é o café, mas também em salgados, gelatos e lanches clássicos do local. A ideia é que degustar o café seja uma experiência única, aliada a um tour por todo o processo de torrefação até chegar aos métodos.

As máquinas de torra são de uma companhia italiana e servem como decoração, já que são todas moldadas em bronze com o intuito de se encaixar cada vez mais com a arquitetura de Milão. O estilo italiano também fica por conta dos mosaicos no chão. Um dos mármores utilizados no piso é chamado de Candoglia, que vem de uma pedreira da cidade, e é utilizado exclusivamente para o Domo de Milão e em alguns edifícios. Já o mármore da bancada é da Toscana, envolvendo todo o país na construção da mais nova casa de café.

Saiba 10 curiosidades da Starbucks Reserve Roastery!

1. A Roastery

Esta é a terceira unidade no mundo. A de Seattle (Washington) foi inaugurada em 2014 e a de Xangai (China), em 2017. Mas esta é a primeira em que os visitantes podem acompanhar de perto o processo da torra.

2. The ‘dancing lady’

Um torrador periodicamente se desdobra como uma flor e gira, assim o cliente pode entender como é o passo a passo da torra.

3. A jewel box of color

Enquanto as outras Roasteries abusam de cores escuras na decoração, a de Milão priorizou o colorido, destacando o verde vibrante do cartão de café da empresa.

4. Hidden history

Uma das paredes conta com uma realidade aumentada, que com o celular é possível conhecer a história da empresa e a arte e ciência do café.

5. Radiant marble

Os balcões são de mármore, esculpidos de uma pedreira da Toscana em homenagem a cidade.

6. Artistry underfoot

O chão conta com piso de mármore em mosaico feito à mão no estilo tradicional Palladianan – estilo arquitetônico derivado da obra prática e teórica do arquiteto italiano Andrea Palladio, que trabalha a simetria, perspectiva e valores da arquitetura clássica greco-romana. O teto também foi projetado digitalmente em formas geométricas, criando uma mistura no ambiente.

7. Aperitivos, per favore

O bar fica no mezanino, onde é possível encontrar aperitivos e diversas opções de coquetéis, como o tradicional Aperol Spritz.

8. Fire & ice

No térreo está um espaço que mistura alimentos e bebidas. Apelidado de “fogo e gelo”, possui um conjunto de sifões com chamas para o preparo do café e uma estação em que são elaborados sorvetes com nitrogênio líquido, criando nuvens de vapor no espaço.

9. Fresh from the oven

A padaria conta com um forno à lenha que produz o tradicional pão italiano.

10. Buona terrazza

No terraço tradicional europeu encontram-se as variedades de café, cocktail e comidinhas. Existe ainda uma estátua de uma sereia esculpida a mão, uma ótima opção para fotos.

Mercado

Grupo Utam assume a operação de cápsulas da Kaffa

O Grupo Utam, que possui sede em Ribeirão Preto, irá assumir as operações de cápsulas monodoses de café da empresa portuguesa Kaffa no Brasil. O Grupo adquiriu a estrutura e os equipamentos para o encapsulamento do café por R$ 2,5 milhões.

Com a aquisição da estrutura, além de produzir suas próprias cápsulas, a Utam assumirá integralmente todas as operações da empresa portuguesa no País a partir do final deste ano, produzindo cápsulas também para os principais players do mercado. A operação está em fase de transição, com o funcionamento das atividades da Kaffa, em Cravinhos, no interior de São Paulo, sendo acompanhadas pelo Grupo Utam até o momento em que a empresa irá assumir definitivamente a estrutura.

A produção será transferida para a cidade mineira de Piumhi (MG), onde está sediada sua segunda unidade industrial do Grupo, com localização em uma região produtora de cafés especiais, com fornecedores de excelente qualidade e proximidade de Belo Horizonte, Ribeirão Preto e São Paulo.

Segundo a diretora da Utam, Ana Carolina Soares de Carvalho, a previsão é dobrar o faturamento no segmento de cápsulas de café para o próximo ano. “Estamos otimistas e nossa expectativa é crescermos cerca de 10% no faturamento da unidade industrial de Piumhi. As cápsulas de café têm tido uma desenvoltura muito positiva no mercado nacional, ditando inclusive novos comportamentos de consumo”, explica.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), há cinco anos o consumo de café em cápsulas cresceu de 40% a 50% ao ano. Depois, a média anual passou a ser de 9%. O diretor-executivo da ABIC, Nathan Herszkowicz, explica que o crescimento é menor, mas mostra que a categoria cresce mais do que o café como um todo, que é de 3,5% ao ano.

TEXTO Redação • FOTO Beatriz Cardoso

Cafezal

Cup of Excellence 2018: BSCA divulga pré-finalistas da categoria Pulped Naturals

Nesta semana foram divulgados os resultados da pré-seleção da categoria Pulped Naturals do Cup of Excellence 2018, concurso de qualidade promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE).

A lista consiste nas 150 melhores amostras de grãos por via úmida (cerejas descascados e/ou despolpados/desmucilados). Do total, 33 pré-finalistas são da região da Mantiqueira de Minas; 31 de Matas de Minas; 29 da Chapada Diamantina; 20 do Cerrado Mineiro; 14 do Sul de Minas; 12 das Montanhas do Espírito Santo; 4 do Planalto de Vitória da Conquista; 3 do Norte Pioneiro do Paraná; 3 da Chapada de Minas; e 1 da Média Mogiana. Para acessar a lista completa, clique aqui.

Além da Pulped Naturals, o Cup of Excellence conta também com a categoria Naturals (cafés por via seca). A pré-seleção deste grupo ainda não foi divulgada, uma vez que os produtores tiveram até o dia 11 de setembro para enviar as amostras.

Os vencedores do concurso serão anunciados no dia 21 de outubro, em cerimônia no Assoxupé Club, em Guaxupé, Sul de Minas Gerais, e terá a cooperativa Cooxupé e a empresa SMC Specialty Coffees como instituições anfitriãs.

Os cafés que forem avaliados na fase internacional com notas entre 84 e 85,99 serão eleitos National Winners. Já os com notas iguais ou superiores a 86 pontos entrarão como Cup of Excellence Winners, onde serão leiloados aos principais compradores mundiais.

TEXTO Redação • FOTO Café Editora

Mercado

4 métodos diferentes para você testar!

Kono Meimon

A mãe da hario v60 foi o primeiro método cônico do mundo: o Kono Meimon. Depois de cinco anos de pesquisa, foi lançado pela Kono Coffee Syphon Company, em 1973. Com doze linhas verticais internas da metade do filtro para baixo, o método tem uma extração bem uniforme e também utiliza o papel triangular. Bem mais popular na Ásia, o Meimon extrai de forma um pouco mais lenta o café, comparado ao v60, mas também permite variações interessantes no preparo do grão. A extração mais adequada é feita por gotejamento e requer bastante paciência.

Homart Hand-Blown

É um método japonês que não utiliza papel, o que libera mais os óleos naturais do café. Feito de titânio ou aço inoxidável microperfurado, não é uma novidade completa: o sistema da cafeteira francesa já usa no êmbolo uma tela de aço. Há opções com uma e duas telas de metal. O resultado é um café bem limpo, por incrível que possa parecer, porém, não tão intenso quanto o da extração da francesa, que mantém a água em contato com o pó por mais tempo. O encaixe é perfeito nas jarras pequenas da Chemex e nos porta-filtros do tipo Melitta. A moagem mais indicada é a grossa. A cafeteira pode ser encontrada na internet, mas ainda é difícil nos sites brasileiros.

Cafflano

O sistema tudo em um é perfeito para fazer um bom café em qualquer lugar. Criado na Coreia do Sul, em 2015, vem ganhando prêmios de design e do mundo do café, ano após ano. Na parte de cima fica um moedor manual compacto que já despeja o grão moído diretamente no filtro de metal. Depois, é só abrir, adicionar água, retirar o filtro e beber o café. A beanscorp, empresa criadora do sistema, fez inclusive um financiamento coletivo para um novo produto, um sistema de café extraído por compressão, similar ao Aeropress, o que resultaria em uma bebida mais parecida com o espresso. O Cafflano também ainda não está a venda no Brasil. A versão Kompact (foto) é uma sanfona que recebe o café moído e a água, e que, com o filtro de metal, extrai a bebida diretamente na xícara. Para um preparo individual é muito prático.

Kalita Wave

Mais uma invenção japonesa para o mundo do café, a Kalita Wave é uma das novas ondas do preparo de filtrados, sem nenhuma vergonha nesse trocadilho. As ondulações do filtro de papel, que fazem com que ele se pareça com uma forminha de brigadeiro gigante, diminuem o contato do líquido com o porta-filtro, o que proporciona uma perda menor de calor e uma melhor extração dos compostos do grão moído. A base reta e chata e o escoamento pelos três furinhos resultam em uma bebida limpa, leve e uniforme, mas que precisa de testes para ajustar tempo e moagem, pois, se o café for muito fino, ele leva um tempo grande para descer. Os filtros dessa marca, que também foi criada na década de 1950, ainda não são muito fáceis de achar no Brasil, o que torna o método mais exclusivo e por vezes um pouco mais caro. Quanto à moagem, a dica é que ela seja de média a grossa.

TEXTO Cintia Marcucci • FOTO Daniel Ozana/Studio Oz

Mercado

Que tal uma cerveja artesanal de café?

Feita especialmente para os amantes deste tipo de bebida, o Clube do Malte, um dos players do mercado craft beer do Brasil, lançou uma nova versão da Chicago Blues: a Chicago Blues Coffee Porter.

A novidade possui sabor e aroma de café, resultado de uma parceria entre o Clube do Malte e o Moka Clube Cafés Especiais, que foi o responsável por selecionar e preparar os grãos utilizados na receita.

“O Moka Clube é o principal clube de assinaturas de cafés especiais do País e estão conectados aos principais produtores brasileiros. Queríamos trazer este atrativo para a nossa cerveja”, comenta Douglas Salvador, CEO do Clube do Malte.

A Chicago Blues Coffee Porter foi produzida com 13,7% de aveia e adição de grãos da variedade arábica, cultivados no Sítio São Gabriel, localizado na região da Alta Mogiana, no estado de São Paulo.

O lançamento pode ser adquirido em duas formas no site: a unidade da garrafinha de 355 ml (R$ 21,90) e o kit Chicago Blues Coffee Porter, que contém uma garrafinha de 355 ml, um pacote de café Moka Clube, uma xícara e uma caixa de madeira (R$ 99,90).

Mais informações: www.clubedomalte.com.br

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Mercado

Microlote de Colheita Tardia é lançado no Rio de Janeiro

Essa novidade é para os cariocas! A 3corações, em parceria com a tradicional Confeitaria Colombo, acaba de lançar o Microlote Colheita Tardia Sul de Minas Gerais, no Centro do Rio de Janeiro.

Os grãos foram produzidos na cidade mineira de São Gonçalo do Sapucaí e possuem notas complexas e únicas, características de um microlote. Para quem não conhece, os microlotes são cafés com volume máximo de 21 sacas, tratados de forma diferenciada pelo produtor, que os cultiva, colhe e processa com muito cuidado, justamente por ser em pouca quantidade.

Este lançamento foi premiado no Concurso Internacional de Qualidade de Cafés Especiais, do Programa Destaque Brasil, realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), que visa reconhecer os cafés com maturação tardia, colhidos fora do período regular da safra, que é entre maio e setembro.

“A 3corações foi a única empresa brasileira que arrematou lotes dos cafés participantes nesse Concurso Internacional e a Confeitaria Colombo está feliz em ser a casa que o irá oferecer com exclusividade no Brasil”, disse David Mattos, gerente de operações da Confeitaria Colombo.

Aos interessados, fiquem atentos! O café será vendido em grãos ou moído no próprio local em embalagens de 250 g, por R$ 45. Volume limitado!

Serviço
Confeitaria Colombo
Endereço: Rua Gonçalves Dias, 32 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)
Mais informações: www.confeitariacolombo.com.br

TEXTO Redação • FOTO Divulgação

Café & Preparos

Inscrições abertas para curso de barista em Santos

O grupo de jovens da Associação Comercial de Santos (ACS Jovem) e as empresas Wolthers Café, Rei do Café e Tereziano Café estão com um objetivo em comum: formar profissionais especialistas no preparo de cafés especiais.

Para cumprirem isso, elaboraram um curso que será ministrado pela sommelier Brunna Cortezi Mouth. As aulas acontecerão nos dias 15, 22 e 29 de setembro e 6 de outubro.

Os temas abordados nos encontros serão a história e trajetória do fruto; família, espécies e variedades do café; morfologia, cultivo e colheita; classificação de grãos e segmentação de qualidade; torra e moagem; diferentes métodos de preparo; harmonização de cafés e noções de compatibilidade; o barista; café espresso e suas variações; limpeza e higienização de máquinas e equipamentos.

O curso possui valor de R$ 270 para associados e R$ 350 para não associados. As vagas são limitadas e as inscrições precisam ser feitas através do telefone (13) 3212-8200.

Serviço
Curso de preparo de cafés especiais
Quando: 15, 22 e 29/9 e 6/10
Horário: 8h às 13h
Onde: Wolthers Café – Rua Quinze de Novembro, 98 – Centro de Santos

TEXTO Redação • FOTO Lucas Albin

Barista

Capixaba vence Campeonato Brasileiro de Aeropress 2018

Nem os anfitriões de Brasília (DF), nem o atual campeão conseguiram desbancar a receita de João Ribeiro, barista de Vitória (ES) que recentemente abriu a Tulha Cafeteria. Em noite animada na Cervejaria Criolina (8/9), entusiastas do café e profissionais do setor juntaram-se para celebrar a cena empreendedora da cidade no Campeonato Brasileiro de Aeropress 2018.

Organizada em Brasília pela AHA! Cafés, a quarta edição do campeonato no Brasil é realizada pelo norueguês Eystein Veflingstad, da 3a Onda Consultoria em Café, que tem a autorização, desde 2015, para fazer a edição nacional e enviar competidores para o mundial. Este ano o vencedor irá para Sidney, na Austrália, em 17 de novembro, representar o Brasil.

O campeonato nacional teve 27 participantes de diversos Estados: Roraima, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraíba, Goiás, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Porto Alegre, e, claro, do Distrito Federal.

O clima de descontração dessa competição convida os participantes a elaborar receitas diversas para o mesmo café usando a aeropress, a água de sua escolha, moagem e temperatura, além do tempo de extração também variável e uma pitada de nervosismo.

Este ano o grão escolhido foi do Sítio da Virada, da Serra do Caparaó. O produtor familiar é Fernando Toledo de Abreu Medeiros, de Dores do Rio Preto, no Espírito Santo. A variedade catuaí vermelho foi processada naturalmente em terreiro convencional e colhida em 2017. Todos os competidores recebem o café antes para treinar e chegar na receita que apresentarão no dia.

A competição é dividida em classificatórias. A cada disputa são três pessoas que concorrem entre si, num total de nove rodadas iniciais. São oito minutos para fazer o preparo e entregar uma xícara para os três juízes que provam às cegas e apontam para o melhor café da rodada. Apenas um competidor passa e segue para a semifinal. Dos 27 competidores ficam nove que participam de mais uma bateria de três competidores cada. A grande final é a escolha da melhor receita para o café dentre três preparos.

Este ano os juízes foram Patricia Gonçalves, do Soul Cafés & Companhias, de Blumenau (SC), João Pedro Freitas, da AHA! Cafés, de Brasília (DF), e o norueguês Eystein Veflingstad, da 3a Onda Consultoria em Café.

Marcelo Moreno (Papo de Barista, ES); João Ribeiro (Tulha Cafeteria, ES); e Leo Gonçalves (Café ao Leo, RJ)

Passaram para a semifinal os competidores: Isair Becker, João Ribeiro e Mia Machado; Leo Gonçalves, Adriano Lopes e Rodrigo Moll; Lucas Hamu, Túlio Fernando e Marcelo Moreno. A final super disputada foi entre Leo Gonçalves (Café ao Leu, do RJ), Marcelo Moreno (Papo de Barista, ES) e João Ribeiro (Tulha Cafeteria, ES). No primeiro voto da final cada juiz escolheu uma xícara. O empate fez com que eles tivessem que provar novamente os mesmos preparos. Na nova escolha o voto foi unânime no café de João Ribeiro. Em segundo lugar ficou Marcelo Moreno e em terceiro, Leo Gonçalves.

RECEITA CAMPEÃ DO AEROPRESS 2018, de João Ribeiro
Método invertido (a Aeropress fica de ponta cabeça)
40g de café
Moer grosso (pouco mais grosso do que o açúcar cristal)
Peneirar até chegar em 30g (usei peneira kruve de 900µm)
Na Aeropress, adicionar os 30g de café peneirado e acrescentar 200 ml de água em 83 graus
Esperar dar 30 seg e mexer delicadamente por 10 seg (1x por segundo)
Escaldar o filtro e tampar a Aeropress
Quando atingir 1:30, virar a Aeropress e pressionar por 30 seg
Acrescentar 40 ml de água quente (80-83 graus)
Aproveite o café!

O vencedor João Ribeiro, da Tulha Cafeteria (ES)

João começou a se interessar por café especial em 2014. Para ele: “ganhar esse campeonato, além de trazer uma grande satisfação, me mostra que estou no caminho certo: um passo de cada vez, cada dia evoluindo mais”. O profissional de Gastronomia abriu, em março, a Tulha Cafeteria, em Vitória (ES), no Jardim Camburi (Rua Belmiro Teixeira Pimenta, 513 – Loja 5).

Em entrevista à Espresso ele explica como foi sua trajetória até aqui:

“Em 2014 entrei no curso de gastronomia, sempre dizia que iria ser cozinheiro e seguir nessa área, mas por diversos motivos ao longo do ano fui me desanimando com a realidade de uma cozinha profissional. Nas férias do mesmo ano uma amiga me levou na Kaffa Cafeteria [cafeteria de Vitória] e até então eu nem tinha ideia o que era café especial. Fui na recomendação dela, pedi um v60 e na hora que tomei o café vi que era totalmente diferente do que eu já tinha bebido. Desde então vou atrás de mais conhecimento e cursos, lendo livros, participando de fóruns, absorvendo e testando tudo que dá. Terminei a graduação no final de 2017 e alguns meses depois, num ato de loucura, resolvi abrir minha própria cafeteria. Hoje na Tulha Cafeteria, com apenas alguns meses de idade, acredito que estou no caminho certo, vivendo um sonho, me aprimorando cada vez mais e, claro, fazendo muito café.”

Os patrocinadores desta edição do Campeonato Brasileiro de Aeropress 2018 foram Atilla Torradores, La Marzocco, Flavors, Pressca, Mahlkonig, Isso É Café, Burgeon e Semana Internacional do Café. Mídia oficial: Revista Espresso. Organização de AHA! Cafés, 3ª Onda Consultoria em Café, Clandestino Café & Música e World Aeropress Championship.

A história do Campeonato Brasileiro de Aeropress:

2018: Anfitrião AHA! Cafés, em Brasília (DF), vitória de João Ribeiro (Tulha Cafeteria, ES)

2017: Anfitrião Sítio Santa Rita, em Espera Feliz (MG), vitória de Leonardo Gonçalves (Café ao Leu, RJ)

2016: Anfitrião 4Beans Coffee Co., em Curitiba (PR), vitória de Hugo Rocco (Moka Clube, PR)

2015: Anfitrião Isso É Café, em São Paulo (SP), vitória de Edgar Martins (Urbe Café, SP)

 

ATENÇÃO! O Campeonato Brasileiro de Aeropress 2019 já tem local: Blumenau (SC) e os anfitriões serão da Soul Cafés & Companhias.

TEXTO Mariana Proença • FOTO Mariana Proença

Cafezal

Inscrições abertas para Coffee Of The Year 2018

As inscrições para o Coffee Of The Year Brasil 2018 já estão abertas. O concurso visa premiar o melhor café do Brasil, tanto na categoria arábica quanto conilon/robusta, passando por voto popular e de provadores durante evento em Belo Horizonte.

Para quem deseja concorrer ao título, fique atento aos prazos: as amostras enviadas por correio ou transportadoras possui prazo de 1° de outubro. Já para aqueles que farão o envio pessoalmente, a data limite é de 5 de outubro (o endereço será informado por e-mail). A amostra inscrita deverá ser de quatro quilos de café colhido da safra corrente (2018/2019).

A inscrição deverá ser realizada no site da Semana Internacional do Café e possui um valor de R$ 130. A amostra só poderá ser enviada após a confirmação deste pagamento. Para se inscrever clique aqui.

Premiação
Este ano, a Semana Internacional do Café (SIC) acontecerá entre os dias 7 e 9 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). No evento, visitantes da feira e especialistas de prova poderão degustar as amostras selecionadas e votar no melhor café. Os produtores vencedores receberão menção honrosa e o campeão será anunciado e premiado durante a SIC.

No último ano, o café arábica vencedor foi o da produtora Sandra Lelis, do Sítio Caminho da Serra, da cidade de Araponga, Matas de Minas (MG). Já o conilon vencedor foi de Osvaldina Alves, do Sítio Boa Vista Dutra, de Manhuaçu, também das Matas de Minas (MG).

TEXTO Redação • FOTO Felipe Gombossy