Mercado

Café Cultura aposta em novidades para o natal

A rede de cafeterias Café Cultura acaba de lançar algumas novidades para quem quer dar um presente bem cafeinado neste natal. Dentre os produtos, o principal é o novo microlote de edição limitada: o Santa Blend 2018.

Composto por grãos 100% arábica cultivados em fazendas do circuito das Águas Paulistas, na Serra da Mantiqueira (SP), o café possui notas de pêssego, noz moscada e doçura de melaço. A latinha natalina custa R$ 40.

O Café Cultura também criou modelos de kits que levam os campeões de venda das lojas: hario v60, french press e as canecas da marca. É possível criar kits personalizados a partir das combinações dos produtos oferecidos.

Aos interessados, as novidades estão a venda nas 11 lojas da rede, que ficam nas cidades de Florianópolis, São José, Balneário Camboriú, Criciúma e Tubarão. Para quem não é de Santa Catarina, é possível adquirir através do site.

TEXTO Redação • FOTO Michel Teo Sin

Cafezal

Cafés de Piatã vencem concurso Florada Premiada

Promovido pela 3corações, em parceria com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), a primeira edição do concurso Florada Premiada anunciou suas vencedoras durante a Semana Internacional do Café, feira do setor que ocorreu em Belo Horizonte (MG) durante os dias 7, 8 e 9 de novembro.

Creusa Silva Santana, de Piatã (BA), ficou em primeiro lugar na categoria via úmida, com um café de 91,09 pontos. Já na categoria via seca, a ganhadora foi a cafeicultora Tainã Bittencourt Peixoto, da Chapada Diamantina (BA), com grãos que ganharam 91,27 pontos. Confira o pódio abaixo:

Via úmida
Creusa Silva Santana – Piatã (BA)
Patrícia Rigno de Oliveira Rosa – Piatã (BA)
Deuseni de Oliveira – Piatã (BA)

Via seca
Tainã Bittencourt Peixoto – Piatã (BA)
Inácia de Fátima Silva Juliano – Pedralva (MG)
Luciene Aparecida Santos Mota – Pedralva (MG)

Além de ter tido os lotes comprados pelo dobro da cotação, os primeiros lugares também receberam uma premiação em dinheiro: R$ 25 mil para as primeiras colocadas, R$ 15 mil para as segundas e R$ 10 mil para as terceiras.

Com objetivo de dar visibilidade à força feminina no campo e promover conversa e troca de experiências, a premiação contou com 650 produtoras inscritas de 15 regiões diferentes. Dos cafés recebidos, 113 foram comprados pelo grupo 3corações e outros 182 vendidos com as mesmas condições de compra (R$ 200 acima do valor de mercado).

Os 100 lotes mais pontuados e os melhores cafés das regiões participantes também foram comprados. Confira abaixo as vencedoras de cada local:

Região Chapada Diamantina – Tainã Bittencourt Peixoto
Região Mantiqueira – Inácia de Fátima Silva
Região Cerrado Mineiro – Maria Denise Piva
Região Montanhas – Silvania Veiga Teixeira
Região Matas de Minas – Sônia Maria Lopes
Região Sul de Minas – Elisa Paiva Lamounier
Região Planalto de Vitória da Conquista – Lais Rangel de Souza
Região Rio de Janeiro – Sandra Lúcia Gaspar
Região Alta Mogiana – Elaine Aparecida Cunha
Região Norte Pioneiro do Paraná – Maristela de Fátima da Silva
Região Média Mogiana – Iolanda Benta de Oliveira
Região Goiás – Cristiane Zancanaro Simões
Região Ourinhos e Avaré – Daniella Pelosini
Região Chapada de Minas – Isabel Silvestre
Região Marília e Garça – Ana Cristina Satiro

Desde seu início, o projeto já impactou mais de 1200 produtoras brasileiras. Além do concurso, a Plataforma Florada Educa oferece capacitação através de vídeo aulas com Sílvio Leite sobre dicas de manejo.

TEXTO Redação • FOTO Bruno Correa / NITRO

Café & Preparos

Campeonato Mundial de Aeropress acontece no próximo sábado

Infelizmente o Campeonato Mundial de Aeropress não foi no Brasil, mas quem estiver em Sydney, na Austrália, terá a chance de no dia 17 de novembro acompanhar de pertinho a apresentação de 61 campeões nacionais. João Ribeiro, da Tulha Cafeteria, em Vitória (ES), é quem irá representar o nosso país.

A competição funciona da seguinte forma: a cada rodada, três competidores enfrentarão um ao outro, simultaneamente, preparando uma única xícara de café na Aeropress. São oito minutos para o preparo e entrega aos juízes, que provam às cegas e apontam para o melhor café da rodada. Apenas um competidor é classificado e assim segue até a escolha do grande campeão.

Para acompanhar tudo sobre o evento acesse o Instagram ou o site.

Boa sorte João!

TEXTO Redação

Café & Preparos

3ª edição do Cartão Infidelidade em Recife começa nesta sexta

Atenção galera de Recife! Começa nessa sexta-feira (16/11) a 3ª edição do Cartão Infidelidade das cafeterias do Recife Coffee. A ação vai até o dia 16 de dezembro e conta com 27 cafeterias do circuito Recife, Olinda, Jaboatão e Porto de Galinhas.

Algumas regras desse ano mudaram, então se liga: os cartões serão distribuídos nas cafeterias participantes. A cada visita a uma das 27 cafeterias da lista abaixo, o cliente receberá um carimbo no cartão!

– Café mais Prosa
– Café da Moeda (Porto de Galinhas)
– Café do Bonde
– Livraria Jaqueira
– Café da Praça
– Cordel Cafés Especiais
– Olinda Café (Olinda)
– Fridda Café (Jaboatão do Guararapes)
– Fervo Coffee Shop
– Zoco Cafés e delícias (Olinda)
– Organico 22
– Lalá Café e Cozinha Afetiva
– Leiva Café
– Grão Chef Cafés Especiais
– Dom Afonso Café
– Café com dengo
– Na Venda Chocolates e Cafés
– Clandestino Café
– Moinho do Porto
– A Vida é Bela
– Apolo Beer Cafe
– Café do Brejo
– Malakoff Café
– Mon Cher
– Ernesto Café
– Kaffe
– Tokyos

Quem completar o cartão primeiro ganhará um kit com uma chaleira de inox de bico longo, um par de xícaras exclusivas, um pacote de café especial de 150 g da Fazenda Santa Rita e um ingresso para uma tarde de experiências sensoriais com os baristas Gabriel Althof e Rodrigo Gonçalves.

Os próximos 20 que preencherem os carimbos também receberão brindes: um par de xícaras exclusivas, um pacote de 150 g de café especial da Fazenda Santa Rita e um ingresso para a tarde sensorial.

Todos que conseguirem completar o cartão concorrerão ao prêmio super kit com maleta de couro do Koar, que contém um Koar número 2, uma jarra de vidro personalizada e um pacote de 150 g de café especial da Fazenda Santa Rita.

TEXTO Redação • FOTO Gustavo Baxter / NITRO

O bebedor infiel

Qual é o melhor café do mundo? Quem trabalha no setor é sempre, sempre mesmo, questionado com esta pergunta. O hábito de conversar sobre café é coisa muito nossa. O interesse em saber mais sobre a bebida mostra que há um amadurecimento do atual consumidor.

De uns anos para cá esse interesse do público geral cresceu muito. É bem perceptível a forma como as pessoas abordam baristas e outros profissionais da área para falar de café. Antes essas mesmas pessoas não tinham ideia de que a bebida guardava diferentes sabores e variedades. Hoje, além de entenderem um pouco mais, surge o que considero importante: as dúvidas.

Algumas são perigosas e é necessário estar preparado para respondê-las. Uma delas: “nossa, café hoje é algo chique, né?” Acredito que esta pergunta acende um alerta muito grande. Será que a mensagem de incentivo ao consumo do café de qualidade parece ser algo muito inacessível para o público comum apreciador de café? A imagem de algo chique elitiza um produto tão acessível a nós. Por isso que adoro o modo como baristas de algumas cafeterias e cursos apresentam a diferença entre um café tradicional e um de qualidade. Eles trazem à mesa os dois juntos, para que o consumidor faça um comparativo entre as xícaras. Conclui-se então que: não é chique, é melhor mesmo.

Dentre a série de perguntas, normais, afinal é um mercado muito novo, tem também aquela clássica: “não pode colocar açúcar nesses cafés, né?” Essa resposta é uma grande discussão que levaria dias. A ditadura do sem açúcar é muito ruim, primeiro porque afasta o novo apreciador, segundo porque cria regras desnecessárias neste momento de ganhar consumidores.

Mas mesmo estas perguntas secundárias não vencem aquela campeã de audiência: “em sua opinião qual é o melhor café?” Sempre que início a resposta tenho a impressão de que as pessoas esperam uma rápida definição, com dois ou três nomes de cafés que são encontrados nas gôndolas dos supermercados e pronto. Daí a minha resposta é oposta. Sempre vem acompanhada de um “veja bem, não existe o melhor café do mundo…” a pessoa se assusta, claro, porque afinal a resposta deveria ser tão simples quanto a pergunta. Mas não é. Isso porque café é um alimento – sempre dizemos isso por aqui nessas páginas – que sofre muitas alterações até chegar à xícara. E, além de tudo, a cada safra e, portanto, a cada ano há regiões, marcas, fazendas e cafeterias investindo em grãos de qualidade para esse novo consumidor.

Essa pergunta, acredito, também está acompanhada de uma vontade do apreciador de café de optar por uma única marca “muito boa” e permanecer fiel a ela por anos. É um misto de nova cabeça para provar o diferente, mesclada com a atitude tradicional de escolher um café para chamar de seu. Quando não tínhamos muitas opções, vá lá, mas hoje não podemos validar essa atitude.

Esses dias fui abordada mais uma vez com a tal pergunta. Expliquei à pessoa que existem ótimos cafés e não apenas um. “Mas me fala um pelo menos…” Daí citei uns dez nomes e a pessoa ficou me olhando, ainda em dúvida. Alguém interrompeu a conversa e continuamos falando de outros assuntos. Na hora de ir embora, a pessoa comentou: “você pode até trabalhar com café e entender, mas você não compartilha informação”. Olhei assustada: “é, você não fala qual é o melhor café”. Dei risada e disse: “mas não existe o melhor café, existem vários ótimos cafés”.

Desde então decidi: vou aconselhar as pessoas a serem infiéis. Esta história de monogamia faz mal. E mais, comecei imediatamente a presentear amigos com diferentes cafés. E ouvi de um deles dia desses: “sabe este café que você me trouxe? Estou apaixonado por ele”. Fiquei contente, claro. Mas antes que ele se apegue, certamente, vou apresentar outras opções. Hoje o café bom também fica no Brasil e precisamos incentivar cada vez mais esta cadeia sustentável. E viva os bebedores infiéis em busca da diversidade! Viva!

(Texto originalmente publicado na edição impressa da Revista Espresso referente aos dezembro, janeiro e fevereiro de 2014 – única publicação brasileira especializada em café. Receba em casa. Para saber como assinar, clique aqui).

TEXTO Mariana Proença • ILUSTRAÇÃO Eduardo Nunes

Mercado

Já experimentou tomar café sem açúcar?

No Brasil, o açúcar é historicamente conhecido como um companheiro do café. Segundo análise da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os brasileiros ingerem quase três vezes mais açúcar que a média mundial. São cerca de 150 gramas consumidas diariamente, contra 57 gramas do resto do mundo. Este consumo exagerado pode causar danos enormes à saúde.

Mas como desconstruir um hábito que é tão comum para boa parte dos consumidores de café? A empresa Santa Monica realiza uma campanha em suas redes sociais para alertar os consumidores sobre o uso do açúcar na bebida.

Intitulada “Café sem açúcar”, a ação foi criada com a finalidade de educar o paladar e popularizar ainda mais os cafés especiais. A marca coletou depoimentos de médicos, nutricionistas e de pessoas que cortaram o alimento de suas refeições para encorajar mais consumidores a seguirem hábitos saudáveis.

Especialistas afirmam que o café especial não precisa ser adoçado, pois possui o doce natural. Claro que a opção do consumo é pessoal, mas se você utiliza o açúcar, teste tirá-lo e irá perceber um novo sabor da bebida.

Quer saber mais sobre a campanha? Acesse www.cafesemacucar.com.br.

TEXTO Redação • FOTO Felipe Gombossy

BaristaCafé & Preparos

Café brasileiro vence Mundial de Brewers em BH

Pela primeira vez o Brasil recebeu os Campeonatos Mundiais de Café, que ocorreram ao longo da Semana Internacional do Café.

Ao todo foram quatro campeonatos: de Brewers (café filtrado), Coffee in Good Spirits (drinque alcoólico com café), Latte Art (desenho no café com leite) e CupTasters (prova de café).

Ao longo dos três dias da SIC os competidores se apresentaram. Infelizmente os brasileiros Leo Moço (Brewers Cup), Ariel Todeschini ( Coffee in Good Spirits), Carlos Henrique ( Cup Tasters) e Daniel Busch ( Latte Art) não passaram para as semi-finais, mas gostaríamos de parabenizar pelas apresentações.

Confira os campeões:

Brewers Cup
1º lugar Emi Fukahori, Suíça, que usou o café Frevo, da Daterra
2º lugar Regine Wai Yee Bemg, Malásia
3º lugar Stathis Koremtas, Grécia

 

Latte Art
1º lugar
Irvine Quek Siew Lhek, Malásia
2º lugar Michalis Karagiannis, Grécia
3º lugar Liang Fan, China

Coffee in Good Spirits
1º lugar Dan Fellows, Reino Unido
2º lugar Manos Mamakis, Grécia
3º lugar Danny Wilson, Austrália

Cup Tasters
1º lugar Yama Kim, Austrália
2º lugar Niels te Vaanhold, Holanda
3º lugar Walter Acevedo, Colombia
4º lugar Waruth Tangsuriyapaisan, Tailândia

TEXTO Redação • FOTO NITRO

Cafezal

Quanta emoção! Confira os resultados do Coffee of The Year 2018!

A Semana Internacional do Café foi recheada de emoções e uma delas foi o Coffee of The Year 2018, que abalou o Grande Auditório neste último dia de feira com o anúncio dos campeões nas categorias Arábica e Canéfora!

Foram 400 amostras recebidas e 180 selecionadas, que passaram por um processo de avaliação física e sensorial por uma Comissão de Julgadores formada por juízes certificados pela Specialty Coffee Association (SCA), Q-Graders, Licenciados pelo Coffee Quality Institute (CQI) e pelo coordenador geral Leandro Paiva, professor do Instituto Federal do Sul de Minas.

Além disso, as amostras foram degustadas as cegas pelo público presente na feira durante os três dias de evento, que votaram em suas favoritas. Conheça abaixo os 25 primeiros de arábica e os 10 primeiros de canéfora!

Arábica
1º lugar Afonso Lacerda – Café Forquilha do Rio – Região Caparaó
 Deneval Miranda Vieira – Café Cordilheiras do Caparaó – Montanhas do Espírito Santo
 Alessandro Hervaz – Honey Coffee – Mantiqueira de Minas
 Luis Eduardo dos Santos – Fazenda Boa Esperança – Média Mogiana
 Lucas Ribeiro Vinhal – Fazenda Estrela – Cerrado Mineiro
 Wilians Valerio Junior – Sítio Recanto dos Tucanos – Região Caparaó
7º Samuel Mangia – Sítio Serra da Careta – Mantiqueira de Minas
 Inácio Carlos Urban – Rio Brilhante – Cerrado Mineiro
 Renato Barroso de Assumpção – Sítio Vargem Grande – Matas de Minas
10º  Rafael Ribeiro Vinhal – Fazenda Estrela – Cerrado Mineiro
11º Evandro Sanchez – Fazenda Dois Irmãos Cafés Especiais – Cerrado Mineiro
12º Filomena Estefania de Mattos Couto – Fazenda Central Mattos/Santa Rita – Cerrado Mineiro
13º Afonso Maria Vinhal – Fazenda Recanto – Cerrado Mineiro
14º Lucas Henrique Figueiredo – Fazenda Laranjal – Sul de Minas
15º Wilians Valerio – Sítio Recanto dos Tucanos – Matas de Minas
16º Cristina Peluso Mangia – Sítio Serra da Careta – Mantiqueira de Minas
17º Anderson Mitsuhiro Minamihara – Minamihara Ouro Verde – Alta Mogiana Paulista
18º Claudiana Medeiros Lacerda – Café Forquilha do Rio – Matas de Minas
19º Mariana Caetano Polcaro – Guima Café – Cerrado Mineiro
20º Juan Vargas – Fazendas Klem – Matas de Minas
21º Giovani Carlos Júnior – Café Tozzi – Montanhas do Espírito Santo
22º José Carlos Grossi Segundo – JC Grossi & Filhos – Cerrado Mineiro
23º Thiago Dias Douro – Sítio Denizar – Montanhas do Espírito Santo
24º Ana Cagnani – Sítio João Leite – Sul de Minas
25º Antônio Benedito de Carvalho Ramos – Sítio Sertãozinho – Sul de Minas

Afonso Lacerda – Café Forquilha do Rio – Região Caparaó

Deneval Miranda Vieira – Café Cordilheiras do Caparaó – Montanhas do Espírito Santo

Alessandro Hervaz – Honey Coffee – Mantiqueira de Minas

Canéfora
1º lugar Luis Cláudio Souza – Grão de Ouro – Sul do Espírito Santo
 Lucas Venturim – Fazenda Venturim – Noroeste Capixaba
 Francisco Venturim – Fazenda Venturim – Noroeste Capixaba
4º Diones Mendes Bento – Chácara Rio Limão – Rondônia
 Isaac Bento Caser Venturim – Fazenda Venturim – Noroeste Capixaba
 Aurio Barbosa Quadra – Aurio Barbosa Quadra – Região Caparaó
 José Braz Ortelan – Sítio Imperial – Montanhas do Espírito Santo
8º João Delpupo – Sítio Ribeirão da Costa – Montanhas do Espírito Santo
9º Silvaninho Oliveira de Souza – Sítio Feliz Lembrança – Região Caparaó
10º Maria Rosalina Bridi Gomes – Fazenda São Bento – Montanhas do Espírito Santo

Luis Cláudio Souza – Grão de Ouro – Sul do Espírito Santo

Lucas Venturim – Fazenda Venturim – Noroeste Capixaba

Francisco Venturim – Fazenda Venturim – Noroeste Capixaba

TEXTO Redação • FOTO Marcelo Santana

Mercado

Empreendedorismo feminino no café tem avanços, mas muitos desafios

A igualdade de gênero é uma das metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável  (ODS) e uma forte agenda da Aliança Internacional das Mulheres do Café (IWCA Brasil).

Esse foi o foco do painel “O papel das mulheres na cadeia de valor do sistema agroindustrial do café”, durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte (MG). “A batalha do feminino não é simples”, diz a produtora Miriam Monteiro e vice-presidente da IWCA-Brasil.

Além das questões sobre liderança, remuneração, por exemplo, as dificuldades passam inclusive por falta de dados e pesquisas detalhados  sobre o tema. “É preciso mensurar a desigualdade de gêneros na produção de café”, analisa José Sette, diretor executivo da Organização Internacional do Comércio (OIC). Segundo estudo apontado por ele, 25% dos cafeicultores no mundo são mulheres e dependendo da região, 70% da mão de obra é feminina.

Embora as pesquisas ainda não demonstrem o empoderamento feminino, na prática ele ocorre há tempos. Anna Illy, da illycaffè, lembra que o setor era predominantemente masculino há 30 anos, quando passou a percorrer as fazendas em busca de grãos para a empresa. “Agora temos mulheres nas primeiras colocações na nossa premiação”, comenta. Segundo Jackeline Uliana Donna, da certificação Fairtrade, “as mulheres são mais dedicadas para colocar à risca as exigências da certificadora”.

Da esquerda para direita: Jackeline Uliana Donna e Anna Illy

E essa busca pela dimensão real da propriedade faz parte do treinamento de Jéssica do Carmo, que está à frente de um projeto do Senar dedicado às cafeicultoras na região das Matas de Minas. Além da assistência técnica, o programa aborda a gestão da propriedade. “Sempre faço essa pergunta a elas: o café está trabalhando para você ou você está trabalhando para o café?”, diz.

Na palestra também participaram Enrique Alves, pesquisador da Embrapa Rondônia, responsável pelo projeto de cultivo de café robusta especial (premiado, inclusive) em comunidades indígenas, e a proprietária da Pura Cafeína, Gisele Coutinho, em São Paulo. Ela comanda um negócio focado no garimpo de cafés especiais para entregar aos clientes e em cursos sobre como preparar um bom café em casa para o público interessado no tema. Gisele falou especialmente sobre os desafios de uma empreendedora negra. “É muito difícil encontrarmos mulheres negras à frente de negócios, ou como barista e também como consumidora de cafés especiais”, analisa.

TEXTO Janice Kiss • FOTO Nereu Jr / NITRO

Mercado

SIC 2018: 6 tendências para você conhecer!

A Semana Internacional do Café deste ano está bombando em Belo Horizonte! Durante estes dois primeiros dias de feira, deu para notar várias novidades e tendências de produtos e serviços de diversas marcas de todo o Brasil. Agora vem a dica: separamos 6 achadinhos para você colocar na sua wish list!

 Pressca

As coloridinhas agora vão além do café! Pensando em facilitar a etapa de vaporização do leite, a Pressca lança o “Espumador de leite”. A ideia é que o cliente consiga deixar o leite cremoso igual ao de cafeteria, só que em casa. Para usar, basta aquecer o líquido e mover o êmbolo para cima e para baixo, até dobrar o volume da espuma. Está disponível em sete cores! Preço: R$ 60 www.pressca.com.br

True Coffee Inc

Agora você pode fazer seu cold brew em casa e para ajudar nisso, a True Coffee lançou a “Cold brew bag”. Desenvolvida com grãos de cafés de qualidade, torra e moagem próprias para o método de infusão a frio, a novidade é bem fácil de usar: basta adicionar água fria até o nível indicado, colocar na geladeira e aguardar entre 12 e 24 horas. Preço: R$ 18 www.truecoffeeinc.com.br

Café das Amoras

A marca está com algumas novidades que andam ganhando os corações dos visitantes. Além da nova embalagem do café, estão à venda também chaveirinhos de miniaturas de utensílios de barista, como a leiteira e a mokinha e o novo copo to go alemão feito de borra de café. Preço: R$ 20 (café), R$ 50 (chaveiro), R$ 120 (copo) www.facebook.com/cafedasamoras

Woodskool

Um dos últimos lançamentos da Woodskool, este coador de café é feito 100% de madeira, especial para o preparo de café filtrado. As linhas internas, espirais e verticais facilitam o fluxo de água e a expansão do pó. A madeira usada é resistente ao calor e de secagem rápida. Pode ser usado com filtro Hario ou Melitta, no tamanho 01. Preço: R$ 169  www.woodskull.com.br 

Supernova Coffee Roasters

No estande da marca é possível achar várias camisetas com estampas diversas relacionadas ao café. Além da Supernova, vários espaços optaram por investir em desenhos e frases cafeinadas para você sair por aí esbanjando seu amor pelo bebida. <3 www.facebook.com/supernovacoffee

Utam 

Para ajudar quem está querendo ingressar no mercado, a Utam está com um serviço bem legal chamado “Seu café especial por quem sabe fazer”. Se você já tem seu próprio café mas falta a embalagem, eles disponibilizam formatos como stand pack, valvulada, almofadada e cartucho. Se você tem o conceito mas falta o grão torrado, o grupo possui profissionais e laboratórios, onde o mestre de torra e o provador avaliam desde a matéria prima até a finalização do processo. www.grupoutam.com.br

TEXTO Redação • FOTO Café Editora